O Primo da Califórnia

O Primo da Califórnia é um livro do escritor brasileiro Joaquim Manuel de Macedo. Trata-se, na verdade, de uma ópera dividida em dois atos, eternizada por ter sido a cena de abertura do Ginásio Dramático em 12 de abril de 1855. Macedo nasceu em Itaboraí, tornou-se médico e partiu para o Rio de Janeiro. No entanto, o gosto pela Literatura também falava alto, e ele tornou-se um dos mais importantes escritores da Literatura Brasileira. O Primo da Califórnia pode – e deve – ser visto com bons olhos, tamanha sua leveza e ingenuidade retratada no personagem principal, que acaba por manter viva uma ilusão para sentir-se menos pobre. É uma leitura de suma importância para quem deseja aprofundar-se na literatura nacional, prestar grandes vestibulares ou provas de concursos concorridos, já que comumente exige-se alguma informação contida na obra. Portanto, seja você estudante ou um apaixonado por leitura, aproveite o resumo da obra abaixo para inteirar-se de seus detalhes. Frisamos que a leitura de qualquer resumo não substitui o conhecimento e riqueza adquiridos durante a leitura do livro completo.

O Primo da Califórnia

Foto: Reprodução

A pobreza de um homem sonhador

O protagonista da obra de Joaquim Manuel Macedo é Adriano Genipapo. Adriano era um azarado músico, pobre e constantemente endividado. Convivia com Celestina, sua namorada, uma moça tão azarada quanto ele, pois nascera rica, mas teve sua herança roubada por parentes depois que seu pai faleceu, sendo jogada na rua e dada como morta. Apesar dos duros golpes da vida, Celestina optou por buscar trabalho e dele sobreviver, permanecendo pura e abrindo mão de entrar no caminho da prostituição. Ainda, Adriano vivia também com Beatriz, sua empregada, uma mulher de meia idade que sempre o humilhava e destratava, afirmando que trabalhava para um homem tão pobre que ele devia até mesmo para a própria empregada.

Celestina amava profundamente Adriano, via que o rapaz não conseguia sobressair-se por falta de sorte, mas jamais por falta de esforços. Assim, a moça decide buscar ajudá-lo, começando com as dívidas que seu namorado tinha com a empregada, as quais ela quita com seu próprio dinheiro, escondendo o fato do namorado. Sua vontade de ajudar às vezes a prejudicara, pois algumas vezes a moça arrumava desculpas para não encontrar Adriano, e ele observava então que nessas noites a luz de seu quarto ficava acessa até tarde. Pronto para ralhar com Celestina, Adriano foi questionar-lhe o que tanto fazia acordada até tarde, e ela precisou confessar-lhe então que passava as noites gravando as músicas de seu namorado, para que pudesse assim divulgá-lo e torná-lo conhecido como um excelente músico.

Encarando as portas fechadas

A vida de Adriano em nada era fácil, e pode-se ter a impressão de que boa parte dela é composta por cobranças que ele recebia das pessoas para quem devia. Pantaleão era um destes, sempre aparecia cobrando o aluguel atrasado do músico, além de despedi-lo de seu emprego como professor de música de sua filha – que havia se apaixonado por Adriano. Felisberto era alfaiate da localidade, e aparecia também para cobrar Adriano, deixando claro que lhe negaria qualquer outro serviço até que os anteriores estivessem quitados.

As gravações das músicas de Adriano, feitas por Celestina, deram parcialmente certo. Alguns agentes realmente as escutaram e buscaram o rapaz para fechar algum negócio, mas desistiam ao notar que ele não possuía “eira, nem beira” e sequer tinha um sobrenome de peso para ser famoso.

Certa noite seus amigos – Eduardo e Ernesto – foram o visitar e, entre uma bebida e outra, passaram a falar sobre os familiares riquíssimos que possuíam, e que quando falecessem lhes deixariam fartas heranças. Sentindo-se diminuído, Adriano decide inventar que também possuía um primo muito rico na Califórnia, o qual se chamava Paulo Cláudio Genipapo. No entanto, após passar dos limites da bebedeira, acabou pegando no sono e revelando diante dos amigos que tal primo não existia.

Atentos ao que acabara de ocorrer, Ernesto e Eduardo decidem vingar-se. Anunciaram em todos os jornais do Rio de Janeiro que havia falecido na Califórnia um brasileiro de nome Paulo Cláudio Genipapo, o qual deixava para Adriano Genipapo, seu único herdeiro, uma fortuna avaliada em cinco milhões.

Mudança de vida da noite para o dia

A partir do dia seguinte, a vida de Adriano mudou. A empregada Beatriz, que tanto o destratava, passou a tratá-lo com grande gentileza, como se ele e Celestina fizessem parte de algum tipo de realeza. Felisberto o procurou também com grande agilidade, o tratando como se fossem amigos de infância, e oferecendo-lhe roupas novas. Pantaleão também se manifestou, desejando vender sua casa para Adriano e oferecendo-lhe a mão de sua filha. Como músico e agora famoso, Adriano passou a ser convidado para trabalhar em uma orquestra, e muitos produtores se viram obrigados a produzir suas músicas.

Quando os amigos de Adriano lhe contaram o que haviam feito sobre a mentira, todos passaram a tratá-lo como a mesma frieza e rudeza de antes, mas agora isso já não tinha importância. Agora ele possuía diversos trabalhos com suas músicas produzidas, trabalhava em orquestra e, finalmente, por ironia do destino, saíra da pobreza.