A Montanha Encantada

Dividido inicialmente em dezoito capítulos e cento e onze páginas, o livro “A Montanha Encantada” é uma obra infanto-juvenil da escritora brasileira Maria José Dupré, publicado no ano de 1945 e sucessivamente reeditado até os dias atuais. A obra é uma excelente opção de leitura para crianças e jovens adolescentes, com enigmas, mistérios e uma reflexão discreta, mas importante sobre o tema pobreza versus riqueza.

A Montanha Encantada

Foto: Reprodução

A leitura do livro, de forma perspicaz e cuidadosa, faz notar a preocupação da autora em passar aos leitores a importância de valorizar o que se tem, mostrar que mesmo numa situação de pobreza se pode ser rico de saúde, de belas paisagens, do Sol e seu calor, valorizando assim o que a vida de cada um lhe dá de melhor.

Através desta obra originou-se a série de aventuras dos cães Pipoca e Pingo, escrevendo-se em seguida as obras “Cachorrinho Samba” e a aventureira “A Ilha Perdida”.

Sobre a história

“A Montanha Encantada” conta a estória de cinco primos: Oscar, Quico, Lúcia, Vera e Cecília. Durante uma temporada de férias, viajaram para a fazenda de seu padrinho para se divertirem e brincarem como toda criança. No entanto, da fazenda eles observam uma montanha com uma estranha luz em seu cume, e passam a chama-la de Montanha Encantada. Curiosos, as crianças pedem ao padrinho que lhes dê autorização para excursionarem até a montanha e descobrir do que a luz se trata, e o padrinho permite.

A aventura das crianças em busca do desconhecido

Instigados em busca de novas aventuras, as crianças partem para a montanha. Durante o percurso que caminham rumo ao topo, passam a escutar passos leves e sinos que tocavam em suave ritmo. Tentavam dormir em suas barracas, mas ninguém conseguia pegar no sono, dada a ansiedade e a curiosidade agora ainda mais aguçada pelo o que estavam escutando. Quando finalmente chegaram ao topo, sentaram-se todos numa grande pedra para observar a paisagem e conversar sobre o que estavam vivendo. De repente Vera, Cecília, Lúcia, Quico e Oscar tomam um grande susto: a pedra repentinamente se vira, como se fosse um acidente, e as crianças percebem que se encontram dentro da montanha.

Com toda a força que tinham, tentaram levantar a pedra e voltar para casa, mas as tentativas foram todas em vão. O lugar era totalmente incomum, um mundo completamente desconhecido, diferente de tudo o que já viveram, esquisito e escuro demais para as crianças. Avistaram uma casinha e, assustados, partiram para lá em busca de explicações. Para sua surpresa, não se tratava de uma casinha, e sim de uma cidade de anões. A cidade era totalmente feita de ouro e rubi, inclusive as roupas das pessoas, e apenas anões viviam ali. A riqueza era exorbitante. A partir de então entram para a estória novos personagens, novos mistérios e descobre-se o motivo da luz fortemente brilhante que as crianças avistavam da fazenda.

As crianças passaram a ser vistas pelos anões como invasores e viraram assunto em toda a cidade. O príncipe e a princesa se casariam em breve e, ao ouvirem o boato sobre os tais invasores, ordenam que os levem até eles para conhecê-los. Os príncipes tratam as crianças como visitantes, dispensando-lhes muita simpatia e mostrando-lhes o local, explicando como é a vida na cidade e como tudo funciona. As crianças não se sentiram em perigo ou ameaçadas, mas estavam cada vez mais preocupadas com a reação que o padrinho poderia ter ao perceber que elas desapareceram. Elas buscam de todas as maneiras partirem de volta para a fazenda, mas o príncipe lhes proíbe de ir embora.

Então elas notam que com tanta riqueza material em ouro e rubi que o lugar possuía, ainda assim não o fazia deixar de ser pobre e infeliz, já que viviam em escuridão total durante todo o tempo, não possuíam flores para admirarem e livros para lerem, se educarem e distraírem-se. Estimavam então, mais do que tudo, ir embora e voltar para o padrinho e a fazenda.