Hamlet

“Hamlet” é obra de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1602 – o ano exato permanece em debate até os dias de hoje. Trata-se da obra mais adaptada, encenada e debatida em todo o mundo, sendo uma das mais renomadas e importantes tragédias do grandioso dramaturgo inglês. Foi a obra mais trabalhosa e longa feita pelo autor, mas seus esforços certamente valeram a pena, já que “Hamlet” é consagrada como influente, poderosa e imortal tragédia não apenas para a Literatura Inglesa, mas para toda a Literatura Mundial. Estima-se que já tenham sido escritos em torno de 80.000 volumes que tratassem sobre “Hamlet” ou que tenham sido inspirados por ele, como Goethe, Machado, Joyve e Dickens. Ganhou o público e a crítica com facilidade nunca antes vista, e é considerada por artistas e críticos de todos os continentes como uma obra universal, rica, aberta e, até mesmo, perfeita. Atualmente, a obra é uma leitura exigida para quem deseja sair-se bem em provas de concursos e vestibulares concorridos, assim é de fundamental importância estar a par de detalhes da obra, como os expostos no resumo abaixo. Frisamos, no entanto, que nenhum resumo substitui a riqueza transmitida pela leitura integral da obra.

Hamlet

Foto: Reprodução

Descobrindo a verdade

Muitos séculos atrás, em meio às redondezas do castelo de Ensinor – situado na Dinamarca – alguns guardas da realeza viram o que acreditavam ser o fantasma do rei Hamlet, que havia falecido há alguns meses. Imediatamente, os guardas correram para avisar o príncipe Hamlet, filho do falecido rei, que o fantasma de seu pai circulava pela localidade. O jovem decide então ficar de vigília para encontrar seu pai, e consegue o que queria.

O fantasma do rei morto diz para seu filho Hamlet que, ao contrário do que todos disseram, ele não havia morrido pelo veneno de uma serpente, e sim pelo veneno que Claudius – seu próprio irmão – lhe havia despejado no ouvido enquanto o rei dormia no jardim. A motivação do crime não poderia ser mais óbvia: com o rei morto e o príncipe sendo apenas um jovem rapaz, Claudius poderia casar-se com a rainha e subir ao trono da Dinamarca. O príncipe Hamlet, pasmo com tudo o que escutara, promete ao seu pai que lhe vingaria, punindo seu tio Claudius pelo assassinato.

É preciso deixar claro que, apesar de sua tristeza pela morte do pai e decepção com a atitude do tio, Hamlet não era um assassino. O plano que desejava por em prática necessitava de sangue frio para ser calculado de forma meticulosa, e o jovem não dispunha de tais características. No entanto, por ser filho do rei e saber de morta tão cruel sofrida por seu pai, o rapaz sente-se obrigado a percorrer o caminho da vingança, passando a viver os famosos dilemas morais e éticos que se tornaram marca registrada de toda a obra.

Colocar em prática o plano de vingança

Hamlet passa a se fazer de louco para que pudesse descobrir se seu tio Claudius de fato havia assassinado seu pai. Acaba por convencer todos de sua loucura: seu tio Claudius, sua mãe, a jovem Ofélia (sua noiva) e o pai desta, Polônio. O jovem príncipe cultivava um luto infinito como forma de protesto pela morte do rei Hamlet, trajando preto de maneira constante e configurando uma grande visão funesta. Em dado momento da obra já não é possível decifrar até que ponto a loucura de Hamlet era apenas um fingimento.

A tragédia concretizada

Os planos do príncipe precisam ser reorganizados quando, por engano, ele mata Polônio, que o espiava a mando do rei Claudius. Laertes, filho de Polônio, chega então à Dinamarca para vingar-se do homem que tirou a vida de seu pai e é fortemente incentivado por Claudius para que concretize sua vingança. Enquanto armam um plano para matar o jovem príncipe, Ofélia tenta subir em um ramo para pendurar uma grinalda de flores, mas o ramo parte e a jovem despenca, morrendo afogada.

Claudius organiza um torneio de esgrima, no qual daria para Laertes uma espada envenenada para que este matasse Hamlet. A rainha, mãe de Hamlet assistia a tudo quando lhe é oferecida uma taça de vinho envenenada. Ela bebe e grita para o filho que lhe envenenaram, morrendo subitamente. Hamlet então é ferido por Laertes com a espada envenenada, mas reage e fere seu inimigo mortalmente. Antes de falecer, Laertes lhe confessa que a espada estava envenenada, e que ambos morreriam, contando-lhe também que o plano havia sido arquitetado pelo rei Claudius. Assim, Hamlet avança em direção ao seu tio, mesmo estando ferido, e o traspassa com a espada envenenada de Laertes. Os três morrem, porém não antes que Hamlet decidisse que o jovem Fortimbrás seria o próximo rei da Dinamarca. Salvas de artilharia são disparadas para homenagear Hamlet, o príncipe.