No Caminho de Swann

A obra “No Caminho de Swann” é o primeiro ciclo de “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust. Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust foi um renomado escritor francês que, ao publicar “Em Busca do Tempo Perdido” em sete partes ao longo de quatorze anos, ganhou reconhecimento mundial. Considerado um clássico da literatura francesa e mundial, a obra permite ao leitor que viaje juntamente com o narrador, percorrendo as memórias de sua infância, seus desejos e receios mais íntimos, suas revelações e descobertas, e penetre na psicologia humana – a qual Proust era um grande conhecedor – pela busca em recuperar o próprio tempo perdido. “No Caminho de Swann” é dividido em três partes: 1 – Combray; 2 – Um Amor de Swann; 3 – Nome de Terras: o Nome. Por ser uma obra importante, clássica e, assim muito considerada em vestibulares nacionais e provas de literatura, convém ler a obra para deliciar-se em sua história e analisar o detalhado resumo abaixo para possuir um apanhado geral que agregue conhecimento e relembre os pontos importantes da obra.

No Caminho de Swann

Foto: Reprodução

Parte 1 – Combray

Este início da obra contém uma das mais famosas, belas e clássicas cenas da história literária: o narrador mergulha numa xícara de chá um bolinho tipicamente conhecido como ‘madeleine’, e ao saboreá-lo recupera o sabor da iguaria que consumiu durante as manhãs de domingo de sua infância. Assim, ele recupera em suas memórias a cidade de Combray, e juntamente com ela sua infância, seus anos de criança, suas férias inocentes numa paisagem que sobrevivera apenas em suas lembranças.

Na cidade fictícia Combray criada por Proust, ela pode ser ligada a sítios e campos que a rodeiam através de dois caminhos: o mais longo, de Guermantes, sendo uma vereda fluvial que desembocaria em um castelo, e o mais curto, de Méséglise, que passa nas terras de Swann. Esses caminhos poderiam ser considerados apenas referências espaciais e de localização, mas ao decorrer da obra revelam-se como uma verdadeira opção de vida. Cada detalhe desses caminhos, por menos que seja, é repetidamente percorrido e narrado, propiciando ao leitor que deter verdadeira atenção cada experiência e aprendizado cativado nesses caminhos, revelando quanto eles foram fundamentais para seu amadurecimento e determinantes para que seu caráter fosse formado e seu futuro firmado.

Parte 2 – Um amor de Swann

Provavelmente os mais intrigantes e arrebatadores momentos da obra podem ser encontrados nessa parte, a única da obra narrada em 3ª pessoa. O personagem Swann – tido como um burguês mundano, ocioso, solteirão convicto e apreciador de artes – era amigo da família do narrador. Sua vida passou a tornar-se comentário geral entre amigos, vizinhos e conhecidos quando conheceu Odette, uma mulher de vida questionável e fútil. Ela era vista pela sociedade como pertencente a uma classe inferior, indigna de nobreza ou da burguesia, vista friamente como símbolo de decadência. De início nada existe entre eles além de um flerte usual, mas o homem começa a desenvolver pela moça sentimentos inesperados e até então desconhecido. Tornam-se amantes e ele vive um labirinto de sensações e sentimentos, que de tão emaranhados demandam verdadeira atenção para serem decifrados e compreendidos.

Segundo o próprio Swann, Odette não era seu tipo. O leve interesse que fora despertado nele estava prestes a tornar-se um verdadeiro turbilhão de sentimentos, levando-o ao ciúme extremo e obsessivo, ao qual nem ele próprio acreditava ter chegado. Odette passou a ser cortejada por outros homens, que para terem o caminho livre deixaram de convidar Swann para seus eventos sociais. Por algum tempo ele buscou fechar os olhos para as traições de sua amante, até receber uma carta anônima informando-o sobre relações que Odette mantinha com homens e mulheres. Pode-se acompanhar nessa parte do livro o desfecho do amor que o rapaz nutria por sua amante, caminhando para total desilusão.

Parte 3 – Nome de Terras: o Nome

Chegando à conclusão da obra, essa parte retorna para a narração em 1ª pessoa, e assim como no início do primeiro capítulo, o narrador relembra e descreve os quartos nos quais dormiu durante sua vida, os nomes das cidades que fizeram parte de sua trajetória, e todas as lembranças que essas trazem consigo. Fantasia nomes de lugares exóticos e desconhecidos, descrevendo belamente e com riqueza de detalhes as paisagens que espera encontrar em seu desejado roteiro de viagens.

É possível encontrar na obra de Proust uma prosa com a descrição de diversas imagens poéticas, as quais podem ser sentidas e percebidas de forma diferente a cada nova releitura. As palavras de Marcel Proust se perpetuaram, tornando-o para muitos o maior escritor do século XX, e fazendo dessa obra uma das mais importantes dentre toda a literatura.