A Odisséia

A Odisséia é uma epopeia que se tornou conhecida em todo o mundo, um poema realmente épico da Grécia Antiga, cujo autor é Homero. Grande poeta de seu tempo, Homero faz de A Odisséia uma espécie de sequência de Ilíada, sua obra anterior. No entanto, ao contrário de sua primeira obra, não são narrados feitos bélicos, e a estória não é restrita a um único local. É importante frisar que em A Odisséia pode-se notar justamente o contrário: são retratadas viagens e aventuras em diversos lugares, embora o mar esteja constantemente presente e, em alguns momentos, passe até mesmo a impressão de ser o personagem principal. Estima-se que a escrita da obra tenha sido finalizada no fim do século VIII a.C., pois até hoje não chegou-se em um acordo sobre uma data exata. É interessante notar que, embora não se tenha certeza de sua data com exatidão, trata-se de uma obra com linguagem extremamente moderna para a época, combinando diversos dialetos, o que resulta numa linguagem compreensível, apesar de artificial.

A preposição da obra adianta que se trata da estória de um “herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a cidadela sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de muitos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”. É retratado o regresso do personagem protagonista Odisseu (ou Ulisses, como ficou mais conhecido na Mitologia Romana e, posteriormente, na tradução latina) – nome que deu origem ao título da obra – o grande herói da Guerra de Tróia. Apesar de ser considerado uma antiguidade, conhecer o contexto de A Odisséia é de extrema importância, para o enriquecimento do conhecimento literário e cultural do indivíduo, e para o caso de necessitar desse conhecimento em vestibulares e provas de concursos.

A Odisséia

Foto: Reprodução

Parte 1 – Telemaquia

Odisseu era Rei de Ítaca, onde vivia tranquilamente com sua esposa Penélope e o filho recém nascido do casal, Telêmaco. Quando Telêmaco completou apenas 1 mês de idade, Odisseu viu-se obrigado a partir para Tróia com suas tropas para guerrear, deixando sua família para trás. A guerra havia durado 10 anos, e o retorno de Odisseu para seu reino e sua família durara mais 10 anos.

Com a demora em seu retorno, um grupo de pessoas interessou-se em tomar o poder, pressionando Penélope a casar-se com um dos “pretendentes” ao posto de Rei. A moça, no entanto, acreditava que seu marido estava vivo e retornaria para casa, apesar de ser obrigada a escutar venenosamente o contrário de terceiros. Vendo tamanha pressão sofrida por sua mãe, Telêmaco – que já era um jovenzinho – decide reunir alguns companheiros para buscar seu pai. Partem para Esparta e outras cidades próximas, buscando qualquer notícia ou pista do paradeiro de Odisseu.

Parte 2 – Volta de Odisseu

Assim que a guerra havia acabado, Odisseu desejou voltar para casa. No entanto, sofrera uma série de aventuras e peripécias que retardaram seu regresso. A primeira delas foi o naufrágio sofrido por ele e sua tripulação, todos foram recolhidos pelo Rei Alcino. Conhece o Ciclope de apenas um olho, o qual devorava homens, até que Odisseu e seus companheiros o cegaram para que pudessem fugir. Após, todos são arremessados para uma ilha, onde vivia a bruxa Circe, a qual transformou toda a tripulação de Odisseu em porcos, retirando o feitiço apenas quando forçada pelo fascínio mágico do Rei de Ítaca. Necessitou ainda tapar os ouvidos de todos os seus marinheiros, para que eles não fossem atraídos pelos cantos das sereias e morressem devorados por elas. Ficara também preso por muito tempo na ilha da ninfa Calypso, uma região cheia de mulheres que promoviam promessas falsas e encantos vãos aos marinheiros.

Em todas as suas aventuras é possível notar que Odisseu e sua tripulação apenas sobreviveram pela principal de suas características: demasiada astúcia. Com grande esperteza e inteligência, Odisseu conseguira derrotar todos os seus rivais e buscar retornar para seu reino, mesmo que esse regresso demorasse muito mais do que o esperado.

Parte 3 – A vingança de Odisseu

Enquanto seu marido sofria tantas adversidades, Penélope continuava pressionada em casar-se e dar à Ítaca em novo Rei, além do sofrimento em não saber onde estava Telêmaco, seu filho, agora também desaparecido. O que ela não sabia era que finalmente Telêmaco e Odisseu haviam se encontrado, e justos retornavam para Ítaca. Ao chegar, Odisseu precisou disfarçar-se de mendigo para que pudesse chegar ao palácio sem ser notado. No momento em que entra, Penélope estava sendo forçada a escolher um marido e, de forma astuta ela diz que escolherá aquele que conseguir manejar o arco de seu marido.

Nenhum dos pretendentes obteve sucesso, exceto o próprio Odisseu, que manejou seu arco como sempre o fazia, revelando sua identidade e retomando para si o Reino e sua família.