A Divina Comédia

A Divina Comédia é obra prima de Dante Aliguieri, o maior poeta italiano perante crítica e público. Dante nasceu em 1265, e muito se especula sobre a data correta a qual teria sido escrita “A Divina Comédia”, acreditando-se que sua escrita tenha ocorrido entre os anos 1304 e 1321. A obra é tida como um poema, sendo dividida em três partes: Inferno; Purgatório e Paraíso. No livro é narrada a história do personagem Dante, que em determinado momento de sua existência, extremamente desgostoso com o mundo e com a humanidade, recebe a oportunidade de visitar o inferno, o purgatório e o céu, para que assim pudesse refletir de forma profunda sobre como realmente se deve levar a vida e, após a viagem, passar suas conclusões à diante.

A Divina Comédia

Foto: Reprodução

O escritor Dante possuía exatamente este desejo ao escrever A Divina Comédia: que as pessoas pudessem refletir sobre como estavam vivendo, como tratavam o próximo, como utilizavam o tão precioso tempo, e como desejariam ser lembradas após sua morte. Dante faleceu razoavelmente jovem – com apenas cinquenta e seis anos – acontecimento que coincidiu com o ano em que se acredita ter finalizado a obra, e sempre fora um patriota fervoroso, o qual até mesmo chegou a se envolver com política, mas decidira abandoná-la ao notar que os políticos não possuíam genuíno interesse algum na nação. Suas reflexões o tornaram um livro mundialmente conhecido e atemporal. No século XIV, quando foi escrito, muitas pessoas viviam de modo frívolo, desperdiçando suas vidas, e isso incomodava Dante profundamente. Nos dias atuais ainda existem pessoas que não conseguem dar a devida atenção aos motivos que, de fato, lhes guiam a vida, e o objetivo de Dante era justamente forçar seus leitores a pensarem a respeito. A Divina Comédia possui tamanha importância que, não apenas no Brasil, mas em diversos outros países, provas para concursos e vestibulares contam com a obra em sua lista de leitura obrigatória para a realização. Assim, esperamos que tire bom proveito do detalhado resumo exposto abaixo, e que possa sempre recorrer a ele em vésperas de provas para relembrar pontos chaves. Frisamos, no entanto, que nenhum resumo substitui o prazer e riqueza encontrados durante a leitura completa da obra original.

Parte 1 – Inferno

No meio de sua vida, Dante se encontra totalmente perdido em uma escura floresta, e sente que sua vida havia saído do caminho correto. Não sabe para onde ir, mas decide que precisa sair da floresta o quanto antes para sobreviver. Avista então uma montanha e logo imagina que ela poderia ser sua salvação, mas ao tentar subir Dante é impedido por três feras: uma loba, um leopardo e um leão.

O que Dante não imaginava é que Beatriz – sua paixão de infância – estava do céu visualizando seu sofrimento e decidira ajudá-lo, indo até o Limbo para pedir a Virgílio que o guiasse. Virgílio era um poeta da antiguidade, muito admirado por Dante, e que decide auxiliá-lo lhe propondo uma viagem: primeiramente adentrariam aos portais do inferno, atravessariam todo o mundo subterrâneo até encontrar Lúcifer, rumariam aos pés do purgatório e de lá partiriam rumo ao paraíso.

Dante aceita a proposta do poeta e o segue. Durante toda a longa viagem, Virgílio protege e guia o rapaz. Chegam à primeira parada e Virgílio mostra a Dante os nove círculos do inferno, o sofrimento de cada condenado, as cidades, os demônios, os monstros e explicando onde os diferentes tipos de pecados são expurgados. No centro da terra encontram Lúcifer, do qual conseguem fugir por um caminho subterrâneo.

Parte 2 – Purgatório

Ao saírem do inferno, Virgílio e Dante se deparam diante do purgatório: uma altíssima montanha, a qual ultrapassava a esfera do ar e chegava a penetrar a esfera do fogo, alcançando o próprio céu. Dante fica grandemente impressionado, pois jamais em sua vida imaginara ver algo parecido.

Aos pés da montanha encontram o ante-purgatório, local onde as pessoas que se arrependeram de seus pecados tardiamente aguardariam a oportunidade de adentrar ao purgatório de fato. Os dois viajantes passam por dois níveis de ante-purgatório e entram na montanha, subindo cada vez mais alto. Passam pelos sete terraços, onde cada um expurga um pecado capital.

Ao chegarem ao topo, Virgílio e Dante se despedem. Através do fogo que separa o paraíso do purgatório, um anjo levaria Dante aos céus. Às margens do rio Letes, Dante se banha para purificar-se e encontra Beatriz, para que possam dar continuidade à viagem.

Parte 3 – Paraíso

Dante encontra o paraíso dividido em duas partes: uma espiritual (onde não existe matéria) e uma material. Passando primeiramente pela material, ele circula pelo céu cosmológico formado por nove círculos e sete planetas. Beatriz o guia para próximo ao Sol e ambos passam a se elevar, como se estivessem “transumanando”. O poeta visualiza personagens como o Imperador Justiniano e São Tomás de Aquino.

Ao chegar ao céu de estrelas fixas, os santos o interrogam sobre suas posições religiosas e filosóficas. Após todo o interrogatório, é permitido a Dante que prossiga sua viagem para o céu espiritual. Lá ele ganha uma capacidade visual nova, a qual lhe permite compreender o mundo espiritual de maneira visual. Separa-se de Beatriz e ganha a Rosa Mística, tendo a chance de sentir o amor divino emanando diretamente de Deus, o qual finaliza a obra como “o amor que move o Sol e as outras estrelas”.